Caminhada: algumas dúvidas sobre melhor horário, dores e gasto calórico

Post 46

Uma grande parte das pessoas que pensa em iniciar uma rotina de atividades físicas opta por começar pelo básico. E o exercício mais básico, prático e barato que existe é a caminhada. Mas o que é melhor, caminhar pela manhã ou à tarde? E quantas calorias se gasta caminhando? Abaixo, Giulliano Esperança, educador físico e wellness manager, tira algumas dessas dúvidas para deixá-lo mais informado (e, esperamos, mais motivado) sobre essa atividade extremamente prazerosa.

Qual o melhor horário para caminhar?

De maneira geral, a parte da tarde é mais produtiva que a parte da manhã. Um estudo feito com nadadores – comparando a produtividade dos treinos – demonstrou isso. Alguns cardiologistas recomendam que, quando existe algum problema cardíaco, o ideal é que as atividades esportivas, como a caminhada, sejam feitas à tarde. Isso porque as fibras cardíacas já estão mais aquecidas. Outros estudos, feitos por bioquímicos, também indicam isso. Porém, o ritmo de cada um é importante: há pessoas matutinas e vespertinas, é preciso ver em qual período a pessoa se sente melhor e tem mais disposição. Além disso, há uma questão relacionada à caminhada e que é muito importante: o ambiente. A caminhada é feita, tipicamente, no ambiente externo – seja num parque, praça ou qualquer lugar perto de casa ou no caminho do trabalho – e, portanto, o clima influi na escolha do horário. As manhãs de inverno podem ser mais frias e a parte da tarde mais confortável para a atividade.

Devo comer antes de caminhar?
Sim, é importante se alimentar antes de um treino qualquer. No período matutino, logo pela manhã, o organismo aumenta a produtividade do hormônio do estresse. O ideal nesse ponto é que haja uma alimentação leve, evitando a gordura – que dificulta a digestão – como torrada, suco, iogurte e frutas. O mesmo vale para a parte da tarde, uma alimentação muito pesada pode dificultar o treino e não se alimentar também é ruim para o organismo.

Como determinar o quão rápido estou andando?
O ritmo ideal para que o treino seja benéfico para a saúde, independentemente da rapidez, é aquele onde você disputa o oxigênio com a fala, por exemplo. Quando fica difícil conversar e manter o ritmo é porque seu corpo está atingindo um nível de exercício que vai além do benefício cardiovascular, e está conseguindo queimar gordura. Esse ritmo rápido gira em torno dos 5 a 6 quilômetros por hora. Se der para conversar tranquilamente, então a atividade está muito leve.

Como sei que estou evoluindo no meu programa de caminhadas?
A primeira evolução em um programa de exercícios é a regularidade desses exercícios. Essa é a primeira vitória, independentemente de outros valores (como o quanto se queima de calorias, por exemplo). Com isso, a pessoa passa a ter dados para comparar realmente o quanto os exercícios estão sendo benéficos. A partir disso, é preciso observar se, durante o mesmo percurso feito nos dias anteriores, ela está se sentindo menos cansada. Quando essa pessoa termina o percurso e pensa “poxa, está mais fácil, eu poderia andar mais um pouco”, ela está no caminho certo. Nesse ponto, pode-se pensar em aumentar o tempo ou a distância percorrida e assim por diante, talvez até mesmo iniciando uma rotina de corridas leves, se ela desejar.

Quantas calorias eu queimo por quilômetro andado?
Em termos bastante genéricos: em uma caminhada de 1 quilômetro, uma pessoa de 100 quilos, consumiria 87,5 caloria por quilo do corpo. Da mesma forma uma pessoa com 50 quilos vai consumir metade disso. Esses valores estão de acordo com o Compêndio de Atividades Físicas do Colégio Americano de Medicina Esportiva, com uma caminhada vigorosa, a 6 km/h no plano, essa mesma pessoa vai consumir por volta de 0,08 caloria por minuto. Isso porque os exercícios são divididos em Índices Metabólicos, chamado MET (existe uma tabela para esses índices, de acordo com o exercício). Caminhar no plano a 6km/h tem um MET de índice 5, por exemplo. Além disso, há uma constante chamada gasto calórico, que é de 0,0175. A mesma conta ficaria, então, assim [(índice da atividade metabólica x peso x 0,01750) x minuto]. Fazendo a conta para uma pessoa de 100 quilos, digamos, que está com um sobrepeso médio, caminhando 10 minutos (e descontando o tempo de aquecimento e alongamento) teríamos o gasto de [5 MET x 10 min. x 100 kg x 0,0175] = 8,75 calorias por minuto, totalizando 87,5 calorias nesse período de 10 minutos. A referência para tudo isso que falamos é um livro chamado Compendium of Physical Actives: An Update of Activity Codes and Intensities, da pesquisadora Barbara Ainsworth e publicado em 2000, pela Medicine and Science in Sports and Exercise, nos EUA. Uma pesquisa feita no Brasil chegou aos mesmos números.

É normal ter dores nas pernas após o exercício?
Se os exercícios são feitos progressivamente, aumentando gradativamente e usando-se o calçado ideal (um tênis confortável e com amortecimento) não deveria haver dor. A dor é indicativa de que você ultrapassou seu limite. Mas há um tipo de dor, bastante comum, em quem está começando uma atividade física como a caminhada, que é a dor do músculo tibial, que fica na direção da canela. Ela é causada pela flexão do pé. Normalmente não é nada grave. Para evitar esse desconforto do músculo tibial e outras dores, é importante também que o exercício seja dividido em quatro fases: aquecimento (uma caminhada mais leve de alguns minutos), o alongamento dos músculos, o exercício em si e uma série de alongamento no final. Caso a dor persista, claro, é bom ir ao médico, pois pode haver algum comprometimento anterior da articulação, da musculatura, ou da pisada.

Post 21 - b Por Ênio Rodrigo, do portal parceiro Track&Field, O Que eu Tenho?

O que eu tenho? - Portal parceiro Track&Field

Publicado em 1 setembro, 2010

Exercícios intensos ajudam na perda peso?

Post 39

As pessoas procuram perder peso por diversas razões. Algumas podem ser saudáveis, mas querem diminuir as medidas. Outras estão à procura de soluções para evitar os problemas causados pelo sobrepeso. E há ainda aquelas que precisam emagrecer por causa de condições como diabetes, problemas de coração ou outras doenças associadas ao excesso de peso.

O que esses diversos tipos de perfis têm em comum é achar que quanto mais intenso o exercício, mais rápido elas perderão peso. Será que essa afirmação é verdadeira e basta uma fórmula simples para perder mais peso de forma mais rápida?

A resposta, entretanto, não é tão simples assim. Inicialmente, não. Em geral, é possível dizer que manter sua frequência cardíaca entre 50% e 70% da sua FCMáx. pode facilitar seu gasto calórico e a transformação da gordura em energia. Mas é importante lembrar que a partir dos 70% da sua FCMáx. o gasto energético não vai se basear apenas na queima de gordura, mas também vai utilizar outras fontes de energia (os alimentos e nutrientes presentes no seu organismo).

Isso tudo quer dizer que, quanto mais intenso o exercício, mais energia você vai precisar, e essa energia não virá necessariamente dos depósitos de gordura do organismo. De acordo com essa teoria, quanto maior a intensidade da atividade física, maior a perda de peso. Mais intensidade resulta em aumento de queima de calorias.

Matemática dos exercícios não é tão simples

“Mas existe uma conta à qual é preciso estar atento”, avisa Giulliano Esperança, educador físico e wellness manager. “Quanto mais intenso o exercício, mais você vai precisar de energia. Mesmo que essa energia venha de outras fontes, e não somente da gordura, se o seu gasto energético é maior durante exercícios mais intensos, a porcentagem de calorias gastas também aumenta”, completa.

O especialista cita o exemplo: se a pessoa acrescentar apenas 6 minutos de uma caminhada de 30 minutos, ela aumentará o seu gasto calórico nesta atividade em 20%, ou seja, o aumento na intensidade do exercício pode queimar mais gordura. Perceba que o tempo de duração desses exercícios influencia na conta e na aquisição dos benefícios.

Esperança aponta que essa é uma questão crucial a ser respondida por quem está iniciando uma rotina de atividades físicas. “Entre andar 10 minutos e correr o mesmo tempo, o déficit será maior no exercício mais intenso, por exemplo. Mas ao andar 1 hora em comparação aos 10 minutos de corrida, a balança vai pender para o exercício de menor intensidade. E essa opção por um dos dois tipos de exercícios vai depender da pessoa: ela tem pouco tempo e consegue se engajar em atividades mais intensas? Ótimo. Ela tem um tempo maior e se sente melhor caminhando? Ótimo também”, diz.

“Não é uma fórmula simples, mesmo porque a intensidade do exercício não pode ser medida apenas pelos números, mas pela sensação corporal também. Trabalhar em 60% da FCMáx. pode ser cansativo para alguns e não ser o suficiente para outros. E uma coisa que se deve observar é o sentimento de ‘missão cumprida’, ou seja, a sensação psicológica de que o nível de exercício foi satisfatório, seja depois de uma corrida intensa, seja depois de uma caminhada longa e calma”, observa Esperança.

Para saber mais sobre o assunto, clique em Ler Post…

Post 21 - b Por Ênio Rodrigues,  do portal ‘O que eu tenho?’, parceiro Track&Field
Ler post

O que eu tenho? - Portal parceiro Track&Field

Publicado em 23 agosto, 2010

Anabolizantes e suplementos alimentares, saiba as diferenças

Post 37

No meio esportivo, e não raramente nas academias de todo o país, o termo “bola” é, muitas vezes, usado para designar anabolizantes, produtos muitas vezes confundidos com os chamados suplementos alimentares. Os dois produtos são coisas completamente diferentes.

De acordo com Malu Bastos, nutricionista da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), “existe mesmo uma confusão de conceito entre os dois produtos que precisa ser esclarecida”, afirma.

Ela explica que os suplementos alimentares são produtos elaborados com ingredientes alimentícios, podendo ser adicionados de um ou outro nutriente sintético idêntico ao presente nos alimentos, enquanto os anabolizantes ou esteroides anabólicos são derivados sintéticos da testosterona e de outras substâncias medicamentosas, que podem agir negativamente sobre o organismo e trazer problemas de saúde. “Os suplementos alimentares são produtos destinados – como o nome diz – a suplementar a dieta e que contêm ingredientes como proteínas, vitaminas, minerais, carboidratos, aminoácidos ou a mistura desses nutrientes em quantidades preestabelecidas. São normalmente ingeridos na forma de cápsulas, tabletes, bebida ou pó para preparo de bebida, tornando-se uma forma conveniente para a obtenção dos nutrientes necessários durante a prática de exercícios ou em competições, por exemplo”, destaca a nutricionista.

Ela observa que todos os suplementos alimentares comercializados atualmente passam pelo crivo da Anvisa para serem revendidos no Brasil. “O número de registro da Anvisa deve constar na embalagem de cada produto e sinaliza que ele foi avaliado pela agência e que seu consumo, nas quantidades sugeridas, é seguro e benéfico ao esportista profissional ou ocasional.”

É importante lembrar que “ocasional” não quer dizer “eventual”, ou seja, pessoas que façam exercícios de menor intensidade do que os profissionais, porém de forma constante, e não aqueles que se exercitam eventualmente, em um ou outro final de semana, por poucas horas.

A profissional lista os principais suplementos alimentares que podem ser encontrados atualmente no Brasil e que podem beneficiar os esportistas. Já quem não pratica nenhum tipo de exercício físico não precisa se preocupar com a questão. Afinal, esses suplementos são para aqueles que querem, de alguma maneira, melhorar ainda mais seu desempenho em algum esporte.

Para os sedentários, antes de pensar no que tomar, é preciso pensar como e quando eles começarão a se engajar em uma rotina constante de exercícios físicos. E só muito tempo depois precisarão voltar para ler esta matéria.

Tipos de suplementos disponíveis para esportistas:
• Proteicos: formulados à base de proteína do soro do leite (Whey Protein), caseína e/ou clara de ovo em pó para preparo de shake, barras ou bebidas;
• Repositores Energéticos: produtos à base de diversos tipos de carboidratos como maltodextrina, dextrose, frutose, podendo ser adicionados de vitaminas e minerais;
• Repositores Hidroeletrolíticos: bebidas para hidratação com carboidrato, vitaminas e eletrólitos;
• BCAAs: como popularmente são conhecidos os aminoácidos essenciais isoleucina, leucina e valina;
• Hipercalóricos: produtos completos destinados a auxiliar na oferta de caloria, energia e demais nutrientes;
• Suplementos de Vitaminas e Minerais, isolados ou na forma de complexos vitamínicos.

Já entre os produtos que não podem ser comercializados no Brasil, que podem ser classificados como anabolizantes, estão os “termogênicos e os ditos ‘queimadores de gorduras’, como o ácido linoleico conjugado (CLA), os aceleradores do metabolismo e estimulantes do sistema nervoso central, os precursores do hGH e IGF1 e os anabolizantes e anabolizantes naturais pró-hormonais”, conclui Malu Bastos.

Esses devem passar longe tanto dos esportistas quanto daqueles que não fazem nenhum tipo de atividade física. O fato de não serem liberados pela Anvisa já deveria ser um alerta. Mas se você ainda tem dúvidas, consulte um profissional sobre a questão. A resposta – especialmente se ele for um profissional sério – também será negativa.

Post 21 - bDa Redação do portal ‘O que eu tenho?’, parceiro Track&Field

O que eu tenho? - Portal parceiro Track&Field

Publicado em 19 agosto, 2010

Como fazer do exercício físico um hábito

Post 35
Você escova os dentes todos os dias, não? Faz ao menos três refeições diariamente, todas com nomes diferentes, certo? E o que dizer dos programas de TV: segunda uma série, terça um documentário, quarta o jogo, e por aí vai. Então, por que você não tem um lugar na agenda para os exercícios? Aliás, para que agenda? Você precisa incorporar os exercícios no seu dia a dia. Então vamos lá, comecemos por quatro dicas básicas.
1. Tenha um objetivo
O que você quer dos exercícios? As respostas podem ser variadas: perder peso, ter mais músculos, mais força, ser mais rápida. Fazer exercício é algo que tem vários significados. Assim que você achar esse significado e se propuser um objetivo, tudo fica (um pouco) mais fácil.
2. Tenha metas
Você quer chegar ao Natal mais magra? Ok, então o Natal de qual ano?
As metas têm de ser reais. Não adianta querer emagrecer meia centena de quilos em um mês. Mas até o Natal deste ano é possível perder meia dúzia desses quilinhos a mais. Viu só: uma meta.
Ah! Você quer correr uma minimaratona de 21 quilômetros? Então vamos lá, qual a distância que você consegue correr hoje? Em quanto tempo você faz? Achou os números iniciais? Agora é pensar quais os números finais.
3. Faça um plano
Que tipo de exercícios você gosta? Hora de escolher. Se você quer perder peso e odeia academias (ou então simplesmente não suporta as músicas), talvez uma boa pedida seja nadar. Sente muito frio? Tente squash.
Definir o que fazer é a primeira parte do plano. “Onde”, “como” e “quando” também são importantes. E quem vai ajudá-la a montar esse plano: um educador físico amigo seu, um personal trainer ou o monitor da academia? Com o plano nas mãos você bate suas metas mais rapidamente e, consequentemente, atinge seus objetivos.
4. Siga o plano
Quando é dia de fazer exercícios é dia de fazer exercícios. Se seu corpo não quer ir, mas a mente sim, arraste-se até os exercícios, faça algo de menor intensidade, mas não deixe de ir. Quando é o inverso, ligue a música e mantenha a cabeça ocupada: um audiolivro ou uma “música-chiclete” quebram o galho. (Leia mais aqui)
Inventar desculpas é um hábito que deve ser evitado. Você inventa desculpas para faltar a cinco dias de trabalho? Então não deveria fazer algo assim para fugir do treino. Claro que você pode optar por não fazer exercícios: mas aí tenha a convicção de que foi uma escolha.
Para mais dicas de como sair da inércia, clique em Ler post…
Post 21 - b Da Redação do portal ‘O que eu tenho?’, parceiro Track&Field

O que eu tenho? - Portal parceiro Track&Field

Publicado em 17 agosto, 2010

Prática de exercício ajuda a reduzir o colesterol ruim

Post 32

A prática de exercícios físicos é benéfica na prevenção de doenças coronarianas e contribui para a elevação do nível de colesterol bom no sangue, o HDL. Mas até pouco tempo atrás, havia dúvida sobre o que acontecia com o LDL, chamado de colesterol ruim, causador de diversos males ao ser humano.

O estudo que traçou um paralelo entre os exercícios físicos e a redução do colesterol foi realizado por uma equipe do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Incor). “Os músculos, ao serem estimulados com a atividade física, vão consumir o colesterol LDL”, explica José Antônio Ramires, pesquisador do Incor, cujo estudo constatou que a prática de exercícios físicos auxilia na diminuição do colesterol ruim. A pesquisa serve como um estímulo às pessoas que possuem nível elevado de colesterol e não praticam nenhum tipo de exercício.

O trabalho de Ramires envolveu 18 pacientes. Após a escolha dos participantes, foi medido o nível de colesterol LDL em cada um. Em seguida, sessões de exercícios e novas medições foram feitas. Nessas análises verificou-se que houve uma rápida redução do nível de LDL no sangue desses pacientes. “O exercício influenciou os músculos a consumir LDL”, aponta o pesquisador.

Outra pesquisa feita por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comparou os benefícios de exercícios aeróbicos e a eficiência de cada um no combate ao colesterol. A metanálise – revisão de vários trabalhos anteriores, comparando os resultados – foi feita por Eduardo Prado e Estélio Dantas.

Entre os dados revisitados pela pesquisa estão aqueles que dizem que mesmo indivíduos que executam atividades aeróbicas moderadas chegavam a aumentar o nível do HDL, o colesterol bom, em até 40%, após cinco meses de treinos (quatro dias por semana). Mesmo indivíduos em nível de obesidade conseguiam diminuições consideráveis do colesterol ruim apenas com uma rotina semanal de exercícios leves, além de diminuir o peso (o que também ajudou a melhorar os níveis do colesterol ruim).

Para conhecer outros fatores de risco clique em Ler Post…

Post 21 - bDa Redação do blog ‘O que eu tenho?’, parceiro Track&Field

Ler post

O que eu tenho? - Portal parceiro Track&Field

Publicado em 12 agosto, 2010